(31) 3883-5151    |      (31) 9 8285-3149    |      bandasantoantonio@gmail.com      

A Corporação

APRESENTAÇÃO

Na década de 1920 e 1930 em Rio Doce, existiam duas bandas, a de Josefino Caldeira, que era conhecida como Banda Velha, mas oficialmente chamava-se Lírios da Primavera, e a da Igreja do Padre José Vicente, chamada desde o início de Banda de Santo Antônio. O Sr. Josefino era farmacêutico e pai de Odilon Caldeira,o compositor do hino de Rio Doce. Porém, a banda de Josefino foi desconstituída logo depois que este faleceu, supostamente no final da década de 1930, perdurando apenas a Banda ligada à Igreja, conhecidacomo Banda de Santo Antônio. A Corporação Musical Santo Antônio foi criada na década de 1940 como forma de organizar e formalizar a apresentação dos músicos. Embora aos olhos da comunidade houvesse a noção de que a Banda era da Igreja, desde a saída do Padre José Vicente da paróquia, em 1933, não havia mais vínculo formalizado. A Banda fazia apresentações nas cerimônias religiosas e por isso continuou tendo apoio dos párocos. Era na antiga casa paroquial, na Rua Coronel Bessa, 153, que os músicos guardavam seus instrumentos e se reuniam para os ensaios.

Por falta de verbas para manter um maestro regente, por várias vezes a Banda se viu obrigada a parar com suas apresentações. Sem apoio da administração pública e sem condições de manterem os instrumentos, os músicos se dispersavam de tempos em tempos. Segundo relatos de Luiz Pizane Gallinari (membro da antiga formação da Banda) quem sempre tentava reuní-los e criar certa unidade ao grupo era Geraldo Teixeira de Freitas, o dentista de Rio Doce. Por seu reconhecimento junto à população, o Senhor Geraldo foi prefeito da cidade no período de 02 de abril de 1965 a 30 de Janeiro de 1967 e, novamente, de 31 de Janeiro de 1977 a 31 de Janeiro de 1980, data de seu falecimento. Era o trompetista mais afamado da região, e tocou na Rádio Nacional/RJ com a Banda de Barra Longa-MG, cidade da qual é natural.

Em 1955, foi realizada uma reunião entre os músicos para votarem se voltariam a ser a Banda da Igreja Matriz ou se continuavam independentes, ao que a maioria optou por continuarem deslocados da Igreja. Essa iniciativa foi feita na tentativa de ampliarem o número de apresentações da Banda, pois os músicos acreditavam que, se apresentando como Banda da Igreja, poderiam estar presentes apenas na paróquia de Rio Doce e nas vizinhas enquanto que, se fossem independentes, seriam convidados para bailes diversos. Em 1968, o grupo de músicos se reuniu para formular um estatuto da Corporação, escrito por Luiz Pizane Gallinari (natural de Rio Doce, músico que tocava trompete e bombardino) e pelo Sr. José Real (o diretor da banda na época e um dos fundadores da atual banda), documento este que concentrou as expectativas do grupo em fazer da Corporação uma instituição sólida e permanente. Sem recursos para formalizar o registro da Corporação os músicos tiveram o apoio de um Deputado Estadual, Jesus Trindade Barreto. Entre os requisitos para a autenticação da Corporação em cartório estava a exigência de uma publicação em periódico da atuação da Banda. A estratégia do Deputado foi a de ler em sessão pública da Assembléia Estadual o estatuto fazendo aos músicos de Rio Doce uma homenagem. A iniciativa deu certo e o pronunciamento do Deputado foi publicado no Diário Oficial de Minas Gerais no dia 19 de agosto de 1972. Mesmo depois desta conquista a instabilidade do grupo continuou, até que no final da década de 1970 a Banda de Santo Antônio encerrou suas apresentações.

Durante a década de 1980, várias pessoas tentaram reunir músicos para reconstituir a banda, mas não obtiveram sucesso. Somente em 2005, foi formada uma nova banda com o mesmo nome, tentando manter o vínculo e a tradição da antiga. Após um longo período sem atividades, a Corporação Musical Santo Antônio, pela iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura, achou-se por bem a reativação dessa importante atividade cultural. Foram contratados dois músicos de expressão para esse objetivo, Ronaldo França Paixão – o Nanade (filho do Maestro Juquita de Ponte Nova-MG), trompetista, conhecedor de praticamente todos os instrumentos que compõem uma banda de música e Geraldo Oliveira, mais conhecido como Jakaréh, trombonista, que também domina inúmeros instrumentos, além de compositor tendo no repertório da banda algumas peças de sua autoria.

Porem após uma boa fase de sucesso ,tocando ao lado da Banda do Colégio Salesiano Santa Rosa de Niteroi, com apresentações no Parque Municipal em Belo Horizonte e ganhando inclusive destaque no Jornal Estado de Minas, por apresentação realizada no Palácio da Artes onde nossa banda encantou a todos e ganhou a capa do renomado jornal, novamente parou. Foram feitas algumas tentativas de reativação da banda, após a troca dos maestros, novos maestros foram contratados.... mas novamente a banda parou.
Em 2014 novamente este maravilhoso projeto foi reativado, agora com a regência de antigos músicos da Corporação, sendo eles Weslei Cunha, Natália Corcini, Kelvynn Santana, Priscila Santana e Queila Santos, todos naturais de Rio Doce.

A Corporação Musical Santo Antônio é composta em sua maioria por crianças e adolescentes. Por onde tem se apresentado, a admiração por sua performance, pelo requinte das peças executadas e principalmente pela qualidade desses pequenos músicos, são sempre enaltecidos pela crítica. Contamos com aproximadamente 50 integrantes, e a procura pelas aulas de música é cada vez maior.
Rio Doce se torna exemplo de administração, investe na cultura de forma inovadora sem esquecer o compromisso com esporte, a saúde.

Nossos Dados

  Rua Antônio Biaggio, s/n - Centro (Antiga Estação) - Rio Doce/ MG

  (31) 3883-5151

  (31) 9 8285-3149

  bandasantoantonio@gmail.com

 

Siga pelo Facebook

Siga pelo Instagram